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A linguagem é instrumento essencial na comunicação e é a partir dela que estabelecemos nossas relações. Sem falar você não pode dizer o que pensa, o que quer ou o que sente. Sem ouvir, você nada pode saber dos outros. E não é só a falta de comunicação que traz prejuízos, mas também a falha na comunicação: distorções, boatos, interpretações errôneas. Para que isso não ocorra é preciso evitar algumas barreiras, como:
O egocentrismo, que pode impedir que enxerguemos o ponto de vista de quem fala, levando-nos a rebater tudo o que o outro fala, sem ouvir o que ele realmente tem a dizer.
O preconceito, que é uma atitude negativa com relação a um grupo ou pessoa, pois nos leva a agir de acordo com opiniões formadas antecipadamente.
O estereótipo, que rotula as pessoas, por ser baseado em informações incompletas e ambíguas, distorcendo negativamente a percepção que temos das outras pessoas.
A rivalidade, que leva as pessoas a terem um “monólogo coletivo”, isto é, cada um corta a palavra do outro sem ao menos ouvir o que ele está dizendo, fazendo questão apenas de ser ouvido. O resultado é que ninguém ouve ninguém.
A falta de capacidade de concentração pode provocar problemas no processo de comunicação, pois a pessoa poderá captar apenas parte do que é dito, por distração.
A insegurança do receptor pode afetar o processo de comunicação, pois a pessoa capta apenas parcialmente o que é transmitido por falta de confiança naquilo que é dito.
Portanto, para que a comunicação aconteça, não basta que as pessoas apenas falem e escutem. A comunicação humana existe entre as pessoas quando elas conseguem se encontrar e se reencontrar. Para que uma comunicação seja rápida, clara e sem distorções, é preciso:
Usar apropriadamente a linguagem não-verbal, atentando para a expressão fácil, gesto e postura, de modo a facilitar a transmissão da mensagem.
Enviar a mensagem de forma clara e objetiva, escolhendo e organizando o assunto a ser tratado.
Falar no momento oportuno, usando palavras adequadas à situação, em tom de voz claro, altura conveniente ao que o interlocutor se encontra.
Saber calar quando preciso, deixando o outro completar a idéia.
Utilizar o feedback, ou seja, verificar com quem nos ouve o próprio desempenho e corrigir quando necessário, fazendo perguntas, tais como: “Estou sendo claro?” , “Você está me entendendo?”, “Como estou agindo?” e obter respostas para as mesmas.
O processo de comunicação é uma arte e não existem fórmulas prontas para uma interação eficaz. É importante que cada um faça a sua parte.
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